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Antologia Romance à Vista: 3x01 (Season Premiere)

Conto de Ana Lins
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Sinopse: Em uma tarde comum, em meio ao caos da cidade, um olhar se cruza com o de um desconhecido, criando um instante de conexão profunda e efêmera. O narrador, fascinado pela intensidade e profundidade daquele olhar, tenta desesperadamente se aproximar, mas a multidão os separa. Desde então, o narrador vaga pelas ruas, buscando incessantemente reencontrar aquele olhar que transformou sua vida.

3x01 - Olhar à Procura do Teu
de Ana Lins

Encontrei o teu olhar no meio de uma multidão, e por alguns segundos, contemplei o amor. Era uma tarde comum, o sol derramava sua luz suave sobre as ruas movimentadas da cidade. Pessoas passavam apressadas, cada uma em sua própria jornada, mas naquele instante, tudo ao meu redor pareceu desacelerar. Os sons da cidade tornaram-se abafados, quase inexistentes, e tudo o que eu via era você.

Seus olhos tinham uma profundidade que me puxou como um ímã. Não sei dizer se era tristeza, serenidade ou algo indefinido, mas havia algo que conectava a sua alma à minha. Tentei me aproximar, como quem tenta segurar um sonho que está se dissipando ao despertar, mas a multidão, sempre presente, me afastava cada vez mais.

Por um momento, eu hesitei, temendo que aquele encontro fosse apenas fruto da minha imaginação, mas o sentimento era real demais para ser ignorado. A cada passo que eu tentava dar em sua direção, sentia a vida se interpondo, como se uma força maior quisesse nos manter separados. E então, em um piscar de olhos, você desapareceu na massa de rostos desconhecidos.

O tempo passou, e ainda procuro o teu olhar entre os muros da ilusão. Nunca imaginei que meu coração seria atraído por um simples olhar, e que sentiria a tua falta, mesmo sem nunca termos nos encontrado verdadeiramente. Dizem que os olhos são a janela da alma; talvez por isso me encontrei nos teus. Eu me vi em você, como um reflexo em um espelho d'água, algo tão verdadeiro e, ao mesmo tempo, tão efêmero.

Você é minha alma gêmea, e continuo a te procurar. Não sei seu nome, não sei sua história, mas sinto que o destino nos uniu naquele breve momento para depois nos separar, como uma prova cruel. Desde então, minhas noites são povoadas por sonhos de reencontro, onde revivo aquela fração de segundo repetidas vezes, buscando no silêncio da noite, o conforto que não encontro durante o dia.

E mesmo assim, sigo vagando pelas ruas, entre rostos desconhecidos, buscando aquela fagulha de conexão que um dia senti ao encontrar teu olhar. Cada passo que dou é uma tentativa desesperada de te reencontrar, como se o destino pudesse, por capricho, nos unir novamente num singelo esbarrão.

Minhas caminhadas são longas e solitárias. O mundo, antes repleto de cores e sons vibrantes, parece ter perdido parte de seu brilho. Não é que eu tenha deixado de viver; continuo com minhas obrigações, meus compromissos, minhas conversas casuais. Mas há algo faltando, algo que a rotina não consegue preencher. Há um vazio, uma ausência que se tornou minha companheira constante.

Às vezes, sinto que estou à beira de desistir, mas algo em mim insiste em continuar. Talvez seja a esperança de que, em algum canto do mundo, nossos caminhos se cruzem novamente, para que possamos nos reconhecer e completar o que o acaso começou. Tento me convencer de que o destino não seria tão cruel, de que esse encontro não foi em vão, e que há uma razão para tudo isso. Mas, por mais que eu tente racionalizar, a dor da ausência persiste, silenciosa e implacável.

Vou vagando por esse vagão, com o coração vazio e o olhar perdido. Passo por rostos que não conheço, histórias que não me pertencem, vidas que seguem o seu curso enquanto eu continuo preso àquele instante. Me pergunto se você também sente o mesmo, se em algum lugar, entre a multidão, há alguém que busca meu olhar como eu busco o seu. Será que você se lembra de mim, como eu me lembro de você? Será que esse laço invisível que nos une ainda está intacto?

O amor pousou em mim por um instante, e se soubesse que seria tão breve, teria enfrentado a multidão. Teria gritado seu nome, mesmo sem sabê-lo, teria corrido contra o fluxo de pessoas, teria feito qualquer coisa para te alcançar. Mas meu coração acreditou que era para sempre, e na sua inocência, deixou você escapar.

As memórias desse encontro, por mais breve que tenha sido, tornaram-se meu maior tesouro. Viver de memórias é como ler um livro que te tira sorrisos, lágrimas, suspiros. E assim eu vivo, depois que meu olhar encontrou o teu e nunca mais quis te dar adeus. Me apego às lembranças como uma criança que segura firme seu brinquedo favorito, temendo que, se abrir a mão, tudo desapareça.

Mas, ao mesmo tempo, sei que viver apenas de memórias é insuficiente. Preciso seguir em frente, mesmo que isso signifique deixar parte de mim para trás. A vida escreve lindas histórias de amor, mas também sabe quando encerrá-las, deixando-nos apenas as memórias. No entanto, algo dentro de mim recusa-se a aceitar que nossa história acabou. Talvez ela esteja apenas começando, mesmo que eu não possa ver o caminho à frente.

E assim, continuo. Busco você em cada esquina, em cada sorriso, em cada olhar que cruza o meu. Mas nenhum deles é o seu. Nenhum deles possui a mesma luz, a mesma profundidade, a mesma conexão. E, mesmo assim, sigo em frente, na esperança de que, um dia, você reapareça e possamos retomar de onde paramos.

Conto escrito por
Ana Lins

Tema
I'll Always Be By Your Side

Intérprete
Lamaris

CAL - Comissão de Autores Literários
Agnes Izumi Nagashima
Gisela Lopes Peçanha
Paulo Mendes Guerreiro Filho
Pedro Panhoca
Rossidê Rodrigues Machado
Telma Marya

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO

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