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Ciranda: Aventura Interdimensional - Capítulo 21

Novela de M. P. Cândido
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No capítulo anterior, Drica e Imã contam toda situação para Rui, o grupo se junta a Táquio para enfrentar Cuca, em nossa realidade, Tiana faz o que pode para evitar que os pais de Imã saibam o que realmente está acontecendo.



CAPÍTULO 21 - O QUE É A CIRANDA?

Rui resolve participar das negociações.

— Com licença, dona Cuca.

— Quem é você?

— Sir Gallagher, da comitiva da Princesa Macar.

Renê solta uma risada nervosa.

— O que você quer?

— Parece que a senhora e o Conde E, têm um problema de desconfiança entre si. Desse jeito, nós não iremos chegar a lugar algum, concorda?

— O que propõe?

Renê cochicha para Drica “quando vocês disseram que ela só fala por meio de perguntas não pensei que fosse nesse nível.”

— Proponho que ambos concordem em eleger um mediador isento para continuar as negociações. Assim ambos estariam protegidos contra possíveis traições.

— O que é um mediador?

Táquio se aproxima.

— Ele propõe alguém que nós dois confiemos para fazer a troca de reféns.

— E quem seria esse mediador confiável?

— Eu deixo que você escolha.

— Pode ser o Rei Gjorgy?

O Rei Gjorgy foi quem recebeu Imã e Táquio e os enviou para Cuca, há muitos anos. Antes que possa aceitar a indicação, um tukur se retira após receber a ordem da maga.

A espera deixa tudo ainda mais tenso, Renê não consegue evitar as tremedeiras.

— Gente, é impressão minha, ou o exército daquela lagartixa tá maior e quase tomando o céu inteiro?

— Tanto melhor, assim combateremos à sombra.

Táquio olha espantado para os irmãos e comenta com Imã.

— Ele citou o Rei Leônidas?

— Vô, não sei quem é esse, mas vindo do Rui, é bem possível.

Finalmente, um cão extremamente emagrecido e com rosto sofrido, tremendo de medo, se apresenta no meio do grupo.

— Eis o tal mediador, agora vamos em frente?

Seu Conde, esse é o Rei?” Rui cochicha para Táquio.

Pelo menos é a sombra do Rei que conhecemos há muito tempo.

Acho que a Cuca não entendeu direito o conceito de mediação.

E agora, Rui?” Imã se aproxima também sussurrando.

Eu só queria ganhar tempo, não pensei que ela resolveria tão rápido.

Táquio abraça o Rei e o leva para o abrigo. “O-obrigado!” “Fique aqui, você está protegido.” O estado deplorável do Rei enche o coração de Táquio de compaixão, não há ressentimentos.

— O que vocês tanto falam aí? Não queriam um media-sei-lá-o-quê? Vamos prosseguir? Onde está a minha criatura?

— Eita! Agora ela destrambelhou de vez. — Imã se irrita com a arrogância de maga.

Rui toma a palavra.

— Senhora Cuca, permita novamente que eu me aproxime.

— O que é agora?

— Uma curiosidade que eu queria satisfazer, sabe, tem esse mundo aqui, maravilhoso eu diria, e tem toda a sua personalidade, um toque majestoso que só uma mente centrada seria capaz de construir. Daí pensei, que a senhora é muito mais poderosa do que os magos do meu mundo e certamente, com o seu reinado se tornaria um lugar melhor. Daí eu cheguei a conclusão que só a senhora seria capaz disso e…

— E o quê? O quê?

— Ora, o quê? Eu pensei, por que eu deveria impedir essa pessoa de ir ao meu mundo?

— Você é capaz de me levar para seu mundo?

— Ah, sim, senhora Cuca, eu estou seriamente considerando a possibilidade, porém…

— O quê? O quê? — Cuca fica mais ansiosa que impaciente.

— A senhora sabe, tudo tem um preço, eu gostaria de uma compensação.

— Que compensação?

— Ora, é só uma coisinha de nada, mas que se não for feita vai dificultar muito a minha boa vontade com a senhora.

— Mas, que raios você tá falando?

Rui se aproxima da Cuca, Táquio tenta impedir. “O que você tá fazendo?”Não se preocupe, Conde, tenho um plano, pra tirar a Cuca daqui.”

Depois de um tempo conversando com a maga, Rui pede ao Conde.

— Podem trazer o senhor Belchior.

Imã protesta, mas Táquio atende.

— Vô, o que estão fazendo? E o Carlito?

— Filha, não sei, mas eu não tenho um plano melhor. Temos que acreditar no seu amigo.

Assim que Táquio entrega o Belchior na mão do Rui ele sussurra. “Tem certeza?” “Confie em mim.”

Pessoal, o que o meu irmão tá fazendo lá?

Ganhando tempo, eu acho.” Drica responde a Renê sem tirar os olhos das negociações.

— Esse é o meu rouxinol? — Cuca estende a mão para receber.

Belchior está paralisado de medo.

— Não, não, dona Cuca, o que combinamos?

Dois tukurás trazem Carlito, encapuzado e solto da membrana que o aprisionava.

— Está bom? Agora vamos pra onde?

— Agora repete comigo: salacabula, mexecabula, bibiti, babidi, boo…

— O quê?

— Deixa, tô zoando!

Rui retira a ciranda do bolso, a mesma que Tiana deixou com ele no hospital, segura a mão da Cuca e ordena que Belchior cante.

Táquio tenta impedir, mas Carlito retira o capuz, abre os olhos negros como a noite e segura seu braço. Logo que Cuca e Rui começam a desaparecer, Belchior é empurrado de volta. Carlito grita.

— Tukurás,  fomos traídos, ataquem!

Logo que o céu escureceu, os tukuras avançaram para cima de Imã, Drica e Renê,  enquanto Táquio tentava se libertar das mãos de Carlito.

— O que você está fazendo? Olha, são seus amigos.

Carlito não esboça nenhuma reação, apenas mantém Táquio com firmeza. Enquanto isso, Imã não percebeu o movimento do amigo porque se assustou com o ataque repentino. Em um movimento instintivo, ela solta golpes nos tukurás que estão ao seu alcance e eles explodem. Drica e Renê tentam se proteger abraçados um ao outro.

— Drica, Renê,  não fiquem parados! Olha, nós somos invulneráveis, lembra, é só ataca-los que dá pra vencer.

Para demonstrar a força, Imã explode mais um tukur. Drica solta Renê e experimenta o golpe. O tukur não explode, mas cai morto ao chão, confiante no seu poder, Drica se junta a Imã para enfrentar a linha de frente do exército.

Renê ainda está encolhido de medo, ainda que veja as meninas conseguindo derrubar dezenas de tukurás, ele não tem coragem para lutar, até que um tukur o levanta pelas costas e aperta a cintura como se quisesse cortá-lo em dois. Renê berra alto provocando uma onda sonora que varre outro tanto de tukurás,  inclusive o que o estava segurando. “O meu poder é ondas de voz?” pensa. Repete a experiência e outro montante de tukurás é destroçado.

— Caramba, Imã, olha lá o Renê,  só com o grito ele acaba com os besouros.

— Boa Renê, mostra pra eles quem você é! — Imã incentiva.

Táquio ainda está preso a Carlito, mas não quer machucá-lo.

— Carlito,  seus amigos estão derrubando o exército sozinho, você tem que se livrar desse encanto, nós precisamos de ajuda.

Carlito se mantém incólume, até que um tukur maior chega perto, Táquio conhece essa espécie, são eles que soltam a gosma, que chamam de caldo, e pode aprisioná-los, então, sem alternativas, ele usa toda a força para se atirar embaixo de Carlito e puxá-lo por cima, surpreendido,  o rapaz não consegue se defender e tomba no chão,  seus movimentos são lentos e mecânicos. Táquio corre para ajudar a neta.

Apesar de derrubarem os inimigos com seus golpes, o trio começa a cansar e a horda de tukurás parece não ter fim. É como se, para cada tukur morto, surgissem outros dez, com a mesma ferocidade.

Táquio também não refreia sua força, derrubando tantos quanto pode. A violência dos ataques é desmedida. Nem os gritos de Renê são suficientes para diminuir o ímpeto dos tukurás.

Carlito está de pé novamente e coordena a chegada de novos esquadrões.

— Vô, aquele lá é o Carlito? — Imã vê o amigo pela primeira vez.

— Isso, só que ele está enfeitiçado, a Cuca deve ter usado alguma magia nele, está seguindo as ordens dela.

— Não pode ser. O Carlito jamais faria isso.

— É ele, sim, Espoletinha, a força dele é muito maior que a minha, até hoje nunca houve nenhum ser aqui mais forte que eu.

Drica e Imã já apresentam sinais de cansaço, Táquio se coloca à frente das meninas tentando protegê-las, mas sabe que será inútil se não tiver nenhuma ideia. De repente os tukurás abrem um corredor e uma gosma surge em cima do trio. Táquio se vira e agarra as meninas. Os três são aprisionados instantaneamente. Os ataques cessam e Carlito surge do meio da turba.

— Levem-nos para a árvore, eles nos dirão como encontrar a Cuca.

Após algumas horas de completo silêncio, Renê e Rei Gjorgy saem do abrigo.

— O senhor sabe onde é essa tal árvore?

— Sei, sim senhor e aconselho a ficar bem longe daquele lugar.

— Bem que eu queria, mas meus amigos foram levados para lá e eu não sei como voltar para o meu mundo. Por favor, o senhor poderia me levar até lá, senhor Rei.

— Não, senhor, nunca mais quero voltar àquele lugar infernal. Daqui eu vou me juntar ao meu povo. Não insista, eu prefiro a morte a ter que chegar perto de lá.

— Então, pelo menos indica a direção, eu tenho que encontrá-los.

— Está bem, está vendo aquele monte lá embaixo? No pé dele tem uma fenda, se você seguir em linha reta, olhando sempre para a fenda, é capaz de encontrar a árvore da maga no meio do caminho.

— Capaz de encontrar?

— Desculpe, mas o senhor não parece do tipo que vai cruzar uma floresta sem se perder. Eu digo e repito, venha comigo. Agora que a maga se foi nós conseguiremos reconstruir o mundo e o senhor terá lugar aqui.

Renê para alguns segundos pensativo, sem esperar Rei Gjorgy se arruma para partir, sem se despedirem cada um segue em direções opostas.

— Ei, ei! Espera, eu vou contigo! — um jovem sai correndo do abrigo.

Renê dá um salto para trás.

— Caramba! Quem é você, de onde saiu?

— Eu sou o Belchior, não me reconhece?

— Ué, você não era um passarinho?

— Um rouxinol, para ser mais exato. Eu me transformei em um de vocês para poder acompanhá-lo.

— Pensei que você tinha sumido com meu irmão.

— Eu fui empurrado antes do portal abrir.

— E agora, essa. Que mundo doido.

— Pra onde o senhor vai?

— Eu tenho que achar uma tal árvore que fica no meio da floresta, seguindo nessa direção.

— Espera, o senhor está indo pra toca da Cuca?

— Isso, você sabe onde fica?

— Não, não, não, o senhor não pode ir pra lá, é muito perigoso. Temos que voltar pro seu mundo.

— É o que eu mais quero, mas não sei como voltar e quem sabe está lá nessa árvore. Por isso eu tenho que encontrá-los.

— O senhor não tem uma ciranda contigo? Se tiver podemos ir embora.

— O que é a ciranda?

— É o objeto que abre os portais dos mundos.

— Pois é,  esse objeto estava com meu irmão, que sumiu com a lagartixa. Agora não tem jeito, ou eu volto, ou fico preso aqui pra sempre.

Belchior entende que não há outro jeito e tem que ajudar o irmão do Rui, se quiser ficar em segurança. Pelo menos o Renê tem poder para protegê-lo. Mesmo tremendo de medo, ambos seguem em frente.

— Engraçado, já estou há mais de dois dias aqui e ainda não senti fome. — Renê puxa assunto com Belchior.

— Se não me engano, ouvi o Conde E dizer que há uma desproporção no ritmo do tempo. Aqui é diferente do seu mundo. Acho que é isso.

— Olha só, que interessante. Não tinha percebido isso.

— Por favor, senhor, é melhor fazermos silêncio agora, porque já estamos próximos da toca. Devem ter tukurás vigiando.

Mal Belchior termina de falar e um tukur aterrissa na frente dos dois. Com o susto os rapazes se abraçam e caem no chão. Ao vê-los o tukur avança para agarrá-los e, talvez, destroca-los com a mandíbula.

Renê se levanta rapidamente e solta um berro, a onda sonora se desprende de sua boca e destrói o tukur como se fosse papel na água.

Apesar de admirar o poder do Renê,  Belchior se mostra preocupado pois a movimentação pode ter chamado atenção e atrair mais tukurás.

— Vamos, rápido, vamos sair daqui. Logo virão outros tukurás.

— Ah, que venham, estou pronto para eles.

— Não, o senhor não entendeu. Os tukurás são incansável, se o senhor derrubar um virão, mais dez para atacar. Por mais que o senhor aguente gritar, eles são muito mais numerosos.

Renê concorda com a prudência e correm para mais próximo do angelim-vermelho, lugar em que são mantidos seus companheiros.

A árvore que eles acharam está totalmente enegrecida como carvão, os galhos retorcidos e sem folhagem parecem exprimir um sentimento de dor e angústia, ao seu redor não existe o menor sinal de vida, até o ar é pesado e fedorento. Alguns tukurás sobrevoam o local, saindo e entrando em buracos feitos no tronco, a visão é desoladora. Renê e Belchior sabem que a missão não será fácil, mas tem que ser feita.


Novela de
M. P . Cândido

Elenco
Imã vô Táquio Rei Gjorgy maga Cuca Tiana Rui Carlito Drica Tudão Cerol Renê Zara Ema Utah Sári Vento Participações Especiais Gualbe Beron Zebu Melo vó Nácia Tema Boom Boom Pow Intérprete The Black Eyed Peas
Direção
Carlos Mota

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO



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