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Ciranda: Aventura Interdimensional - Capítulo 24 - Último Capítulo

Novela de M. P. Cândido
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No capítulo anterior, Imã e os amigos finalmente retornam ao nosso mundo, mas não estão sozinhos, Carlito e Drica reencontram Renê, porém o Rui não está no hospital.



CAPÍTULO 24 - R2, CONFIE EM MIM

O cruzamento da Avenida Brás de Pina com a Estrada da Água Grande é um importante ponto comercial, mas os recentes eventos obrigaram o fechamento das lojas. A polícia conseguiu encurralar o estranho inseto gigante e pediu auxílio de biólogos do Zoológico do Rio para captura do espécime. Como medida preventiva conseguiu isolar a área para evitar aglomeração de curiosos e perigo de ataques. a região inabitada ficou perfeita para ação de alguns meliantes.

Logo que Tudão sai da loja, com os braços carregados de produtos, chama atenção do comparsa.

— Olha lá Cerol,  olha!

— O que foi? — Cerol se vira para onde o companheiro aponta.

— Não é aquele gordinho que caiu debaixo de um ônibus hoje de manhã?

— Não pode ser, aquele moleque ficou todo arrebentado.

— Pô, é ele sim.

— E o que tá fazendo sozinho na rua?

— Vamos lá ver. — Tudão se adianta.

Os meliantes depositam os roubos em um carrinho de mão e gritam para o rapaz de longe.

— Qual é gordinho, tá perdido?

O rapaz olha confuso, não reconhece quem está falando com ele.

— Ih, olha só Tudão,  o gordinho tá zuado.

— Você deu sorte, a gente te cura. Já arrumou um celular novo?

Logo em seguida, o tukur pousa perto do trio. A imagem do inseto apavora Tudão e Cerol, que não conseguem se mover. Atrás do inseto, surge uma pequena criatura com formas humanas, mas de rosto indefinido, ou melhor, com olhos reptilianos, boca larga, pele levemente esverdeada e voz sibilosa.

— Diga, meu servo, esses são os magos desse mundo?

O jovem ainda continua confuso, fazendo esforço para entender a situação. Enquanto isso, o tukur despeja uma gosma nos pés dos assaltantes, imobilizando-os.

— São vocês? — Cuca fala diretamente com os rapazes.

— Quê? Que bicho é esse? — Tudão paralisa de medo.

— São vocês que derrotaram o Gallagher?

— Dona, não sei do que a senhora tá falando. — Cerol tenta manter a calma.

A polícia usa um megafone para alertar da sua presença.

— Atenção, quero que todos fiquem parados, sem movimentos bruscos!

Cuca gesticula e um brilho surge ao seu redor, no mesmo instante jovem acorda do transe.

— Meu Deus, que pesadelo. Ui! — ele massageia a mão no rosto.

— Gallagher, esses são os magos? — Cuca grita impaciente.

Antes que pudesse responder, a voz de um megafone interrompe a conversa.

A rua está cercada de carros da polícia militar e homens armados apontando para o besouro.

Rui recupera a consciência de vez.

— Caramba, a sua magia é boa mesmo, heim, dona Cuca.

Cuca e Rui ignoram a presença dos policiais.

Tudão e Cerol gritam apavorados.

— Gordinho, o que é essa coisa aí, o que eles querem com a gente? Fala pra nos soltar.

Rui faz sinal para os policiais, eles não podem atirar ou vão correr o risco de ferir todos.

— Gente, fica tranquilo, eles tão comigo. Vai ficar tudo bem!

Um dos policiais liga a mira a laser e crava no corpo do besourão. Cuca ainda não tem noção do que está acontecendo, mas desce uma aura negra, depois, se concentra em Rui.

— Quem são aqueles e o que querem?

Rui age naturalmente, admira a própria saúde.

— Caramba, eu tava agora mesmo na pior, entrevado na cama e agora, olha só pra mim. Dá pra acreditar nisso?

— Você sabe que pertence a mim? — Cuca ameaça.

— Ah, claro, claro e eu sou grato por ter me libertado da magia que me deixou paralisados na cama.

— Então, esses são os magos poderosos? — Cuca aponta para Tudão e Cerol.

— Ah, não, esses são só os lacaios, não vale a pena perder tempo com eles.

— Onde estão os magos que me falou?

— Gordinho, o que vocês estão falando? Solta a gente. — Tudão está quase chorando.

— O que está acontecendo aí? — os policiais estão cada vez mais tensos.

Cuca quer resolver logo a questão e cobra mais efetividade de Rui. Enquanto isso, Tudão e Cerol ainda estão colados no chão, além do medo que têm do besourão, cuja mandíbula está bem próxima a eles, a gosma causa formigamento nos pés. Ao contrário, Rui parece bem à vontade com a situação. Porém, uma voz vinda de fora da aura negra, chama atenção.

— R2? Sou eu C3.

— Oi R2, como é que você está?

— Mano, fala comigo!

Três vozes diferentes, mas familiares. Cuca está mais interessada no que fazer em seguida.

— Você não me disse que esse mundo estava sob domínio de um mago poderoso? Cadê ele? Onde vamos encontrá-lo?

— Calma, dona, no meu mundo existe uma coisa chamada internet e logo, logo as autoridades estarão aqui. Nesse momento, a sua imagem deve tá rodando o mundo todo. Tenho certeza de que algum celular já te filmou on line e já deve tá cheia de likes.

— O que isso tem a ver comigo? Como vou destruir esse mago se ele não vem me enfrentar?

— Na certa está com medo, só pode ser.

Tudão sussurra para Rui.

— Gordinho, gordinho, libera a gente.

— É, nós não temos nada com isso.

Rui fala diretamente com a Cuca.

— Tá vendo aqui? Até os lacaios do mago-mestre estão com medo de ti. E olha que nem trouxemos o exército todo.

— A ciranda? Como ativamos a ciranda? — Cuca apanha o portal do bolso e verifica.

— A gente precisa de outra ciranda para abrir o portal e trazer todo exército pra cá.

Cuca olha para fora da aura.

— Aquele ali não é o meu servo? — ela aponta para Carlito.

— Não, deve ser outra pessoa, aquele servo ficou no outro mundo.

Sem ouvir as explicações de Rui, Cuca entoa um encanto. O som de sua voz atravessa a aura e ecoa por toda região. Carlito começa a tremer e revirar os olhos. Drica e Renê o agarram, prendendo no chão. Drica fala ao ouvido de Carlito.

— C3, tá me ouvindo, você deve resistir a esse encanto. Ela não pode ter a mesma força aqui no nosso mundo, resista!

— Sei não, Drica, se o tal rouxinol consegue botar gente pra dormir, como você me disse, acho que a força dela é até maior.

— Renê, você não tá ajudando.

Carlito fica cada vez mais agitado.

— Tá bom, continua falando aí que eu falo daqui, assim bloqueamos o som desse canto e talvez a gente consiga evitar que o Carlito volte a ficar em transe.

Ambos começam a cantar baixinho no ouvido de Carlito e parece surtir efeito, pois o mesmo parou de se debater. A Cuca se cala.

No hospital, Imã e Belchior conversam enquanto aguardam o pai da menina que teve de fazer uma ligação.

— Princesa Macar, por que não deixou sua dama vir com a gente? Senti que ela ficou triste.

— Eu desconfio que ela agiu contra mim, Belchior e eu não posso ficar preocupada com outras coisas.

— Como assim?

— Meu avô disse que pediu a alguém para evitar que eu voltasse a viajar e reencontrá-lo. E só ela sabia das minhas viagens.

O pai de Imã retorna.

— Tudo bem, a terapeuta disse que não há mal algum tentar o que você pediu, só assim você irá se convencer de que tudo isso não passa de uma fantasia. Mas, você vai ter que prometer se, caso nada aconteça, não vai mais insistir nessa história. Promete?

Imã e Belchior trocam olhares, ela abaixa a cabeça concordando.

— Tá bom, cadê a tal ciranda?

Imã entrega a bolsa com cuidado, o pai e Belchior entram no quarto do vô Táquio, Imã espera na recepção, angustiada. Na televisão do saguão passam imagens dos eventos misteriosos acontecendo próximo ao hospital. Um corre-corre inicia com enfermeiros e macas passando em alta velocidade para a porta de entrada.

Os policiais não sabem o que fazer, as armas apontadas não intimidam as criaturas, pois estão protegidas por uma espécie de campo de força e ainda tem os reféns.

— Sargento, aquele não é o garoto que desapareceu do hospital? E tem os dois suspeitos do roubo do celular dessa manhã.

— Fique atento, soldado, a prioridade é manter esse monstro dentro do perímetro de segurança. Pelo menos, estando parados eles não causam mal a ninguém.

— Tá, mas a gente vai ficar aqui até quando? Meu turno encerra amanhã de manhã.

— Aguarda na disciplina, soldado, nossos superiores já estão elaborando um plano de contingência.

Depois de se recompor, Carlito é surpreendido pela chegada de Imã e Belchior, após se abraçarem, Carlito fala com o Sargento.

— Senhor, é o meu amigo que está naquela bolha e eu acho que consigo tirar eles de lá.

— O quê? Não, nem pensar. Não vou colocar civis na zona de perigo, ainda mais uma criança.

— Senhor, com todo respeito, ficar aqui parado não adianta muito e se eles resolverem se mover, o que o senhor vai fazer? Nada é capaz de detê-los.

— Sargento, o garoto tem razão. Se eles saírem daqui, não temos nada para segurá-los. — o soldado também apoia a iniciativa.

— É, mas se esse garoto também ficar preso na bolha? Quem vai se responsabilizar? É o meu que tá na reta.

— E o senhor tem algum plano? — Carlito, Imã, Belchior, Drica e Renê o encaram.

— Sim, primeiro vocês se afastem para área de segurança e segundo, vamos aguardar as ordens dos superiores. Soldado!

O soldado escolta as crianças para mais longe do conflito, Imã, Renê e Drica o seguram, Carlito escapa por baixo dos braços do soldado e corre para a bolha negra, mas se choca contra a parede.

— Mestra! Mestra, sou eu, seu servo, me deixa entrar. — Carlito se põe de pé.

— Não disse que era meu servo? Mas como veio parar aqui? — Cuca fica intrigada.

— Mestra, aquela menina — Carlito aponta para Drica — sabe ativar a ciranda sem o rouxinol.

— Como ela faz?

— Não sei, mas foi ela quem deixou o tempo maluco da outra vez.

— Ela é a maga daqui? Pode trazê-la?

Carlito se volta para Drica e agarra pelo braço, ela tenta resistir, como se Carlito estivesse possuído.

Cuca fica entusiasmada, Rui não sabe como reagir ao impulso do amigo. “Será que o C3 tá enfeitiçado de novo?” Cuca resolve baixar a aura. Os policiais avançam para apanhar os meninos, mas o besourão é mais rápido e levanta voo, ao mesmo tempo joga mais gosma em cima dos policiais. Carlito entrega uma ciranda na mão da Drica e piscando os olhos, pede que ela faça a conexão de novo.

Os policiais, que ficam na cobertura, começam a alvejar o besouro, mas os tiros ricocheteiam em sua casca.

— Parem de atirar! — o Sargento ordena.

No mesmo instante um grande redemoinho se forma no céu, nuvens negras acumulam, ventos fortes começam a soprar, levantando pequenos objetos para cima, o tukur tem dificuldades para manter o vôo estável, Cuca dá gargalhadas, a vitória está próxima.

O lugar vira um pandemônio de sirenes, luzes, gritos dos policiais presos na gosma. A pressão do ar é tão grande que algumas placas de trânsito são arrancadas do chão e a Cuca gargalha de cima. Carlito e Imã se agarram em um poste, tendo Rui e Drica presos à sua cintura.

Carlito e Rui encontram tempo para saudações.

— C3, é bom te ver de novo.

— Também tô feliz, R2, mas a situação não está nada boa.

— Ah, que bom que tem alguém lúcido pra perceber que não é hora de rasgação de seda. — Drica se agarra desesperada.

A pressão do vento está quase levantando os quatros. Carlito se esforça para não ser sugado pelo vórtice.

— Tá tudo bem R2? — Carlito grita para ser ouvido.

— C3, no momento só não quero entrar naquele buraco negro interdimensional. — Drica responde. — Olha lá, por que a Cuca não está sendo sugada?

— Sei lá, talvez o tukur tenha imunidade, ou é muito forte e tá vencendo a pressão. — Imã arrisca um palpite.

— O que a Cuca quer? — Carlito precisa raciocinar.

— Primeiro matar os magos que eu inventei, depois abrir mais o portal e trazer todo exército dos tukurás pra cá. Mas, acho que vocês já cuidaram disso.

— Gente, a coisa está ficando cada vez mais feia. — Drica se desespera.

— E você tem uma ciranda aí? — Carlito pergunta a Rui.

— Tá no bolso.

— Dá aqui.

— Tá maluco C3?

— Anda, cara, me dá.

— O que você tem em mente?

Rui apanha a ciranda, ainda desconfiado das intenções do amigo, quase deixa cair, por estar muito quente. Carlito a segura com força e levanta a mão.

— Aqui, mestra, consegui a outra ciranda!

Cuca grita eufórica, o tukur se aproxima dos rapazes com alguma dificuldade pois o redemoinho está cada vez mais forte.

— Você pode abrir mais o portal?

Carlito grita mostrando a ciranda.

— Sim, mestra, com essa ciranda o portal fica maior.

Rui fica assustado.

— C3, você está sob o poder da Cuca?

— Não, R2, confie em mim.

Motocicletas são levantadas do chão e se perdem no espaço, o vento leva para o alto telhas e pequenos objetos, alguns policiais se agarram nas viaturas para não serem tragados também, os que estão presos na gosma do tukur começam a se soltar e eles não têm em quê se agarrar.

A mão de Carlito começa a queimar, mas ele não larga a ciranda. Imã consegue se amarrar no poste para livrar as mãos e ameaça.

— Cuca! Você não vai vencer aqui. Volte pro seu mundo!

— E você vai me impedir?

Segurando um potente projetor, Imã e Drica jogam um facho de luz no rosto da maga que grita de dor. Cuca levanta as mãos e raios partem do buraco no céu, indo explodir na calçada. Imã se mantém firme, atacando com a luz. A pele da maga começa a se desfazer como papel na água. Sem perceber, a ciranda que ela segura está em brasa, provocando queimaduras nas mãos.

Da fenda no céu surge uma grande massa escura, a impressão é de que milhares de tukurás estão prestes a invadir nossa realidade e, apesar das dores, a Cuca gargalha cada vez mais alto. Belchior se transforma no pássaro gigantesco e precipita contra o tukur que não suporta o impacto e derruba a Cuca do dorso. O rouxinol não sustenta o vôo, perde o equilíbrio e some no buraco do céu. Carlito solta a ciranda, que é sugada pelo vórtice. Cuca cai pesadamente no chão, parece enfraquecida, levanta a mão para acenar ao seu exército. Imã tenta se aproximar para agarrá-la, mas não consegue dar um passo, das mãos da maga surge outro raio atingindo o solo e jogando-a para longe.

No céu, a mancha se transforma em um enxame de borbolecópteros e abelhas gigantes, Gualbe aparece liderando a esquadrilha e com um projetor rústico direciona fachos de luzes variadas. A maga é tomada de pavor, pois todo seu exército está dominado pelos habitantes do antigo mundo, o tukur voa, apanha Cuca do chão, persegue a ciranda e some dentro do vórtice.

O buraco se fecha rapidamente e o céu volta ao normal. Rui cai com a cabeça ensanguentada, Carlito o ampara nos braços.

— Rápido, por favor, chamem uma ambulância!

— A-acho que sem a Cuca aqui, eu tenho que voltar pra cama. — Rui tenta manter o humor, mas sua voz sai vacilante. — E o Senhor Belchior?

Imã se aproxima.

— Não se preocupa Rui, meu avô disse que tiveram tempo de reconstruir o mundo e treinar os nativos para se defenderem da Cuca, o Belchior será protegido contra ela. Até o Rei Gjorgi a está esperando. Eles vão ficar bem.

A ambulância chega e Rui desmaia de fraqueza. Depois de tudo calmo, Carlito olha para o céu. Drica fica curiosa.

— O que foi C3?

— Acho que nosso trabalho não terminou, algumas pessoas foram sugadas lá pra cima.

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No capítulo anterior, Cuca e Rui conversam sobre o mago deste mundo; Carlito, Renê e Drica enfrentam a maga; a ciranda ativa começa a equiparar os tempos interdimensionais; Imã e Belchior vão ao hospital para despertar o vô Táquio. 

Epílogo — É a vó Nácia 

Alguns dias depois, no apartamento de Imã, vô Táquio ainda se recupera do longo tempo de inatividade, Imã não desgruda do avô e Tiana cuida da fisioterapia e medicação.

— Vô, quanto tempo demorou depois que eu, Renê, Drica e Carlito te deixamos naquele mundo?

— Eu não sei direito, Espoletinha, mas demorou uns três anos. Foi tempo suficiente para conseguirmos descobrir as fraquezas da Cuca, construir os projetores, levantar as defesas e se preparar para quando a Cuca voltasse.

— Obrigado por me dizer que a maga não suporta a luz, foi isso que a derrotou.

— Os nativos me disseram que ela vive em ambientes escuros por isso.

— Eu tenho algumas perguntas: quem você pediu para não me deixar voltar a viajar e você disse que recebeu ajuda pra pegar a Drica e fechar a ciranda, quem te ajudou?

— A primeira pergunta acho que você já sabe, a sua amiga ficou muito triste desde que você não fala mais com ela. Imã, você precisa entender que eu não queria te deixar em perigo.

— Sim, vô, mas… — Imã sabe que precisa perdoar a amiga.

— Antes de responder a sua pergunta, diz como estão seus amigos.

— O Carlito e Renê já estão bem, mas o Rui não se recuperou totalmente, mas está bem cuidado, graças a Deus.

— Bem, a outra pergunta, quem me ajudou e nos ajuda quando precisamos é uma pessoa que você não chegou a conhecer, mas que está sempre ao nosso lado.

— Quem?

— A vó Nácia.

— Como assim?

— Você sabe quem é a sua terapeuta?


Novela de
M. P . Cândido

Elenco
Imã vô Táquio Rei Gjorgy maga Cuca Tiana Rui Carlito Drica Tudão Cerol Renê Zara Ema Utah Sári Vento Participações Especiais Gualbe Beron Zebu Melo vó Nácia Tema Boom Boom Pow Intérprete The Black Eyed Peas
Direção
Carlos Mota

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO



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